sexta-feira, 16 de julho de 2010

Escolhendo escolher

Estamos passando o que Laslo chama de Macrotransição. Um momento onde tudo o que está estabelecido na humanidade passa por uma grande mudança.
Bem, sempre tudo está mudando e sempre mudou na civilização (desde os tempos da invenção da escrita até a revolução industrial). Qual seria o diferencial da mudança atual, então?
Eu vejo como sendo a enorme capacidade de influir no planeta que temos na atualidade, alterando desde códigos genéticos e estruturas atômicas e moleculares até paisagens inteiras cobertas de urbanidade e monoculturas gigantescas.
Somando-se a isso a velocidade midiática, tecnológica e populacional, nos vemos atualmente conduzindo nossa raça a um destino insustentável a médio (médio!) prazo.

Pois bem, a boa notícia é que estamos nos tornando rapidamente conscientes desse rumo sem saída. Se Copenhage falhou no nível político de decisão, por outro lado ele trouxe o melhor dos resultados: a consciência coletiva de que estamos todos no mesmo barco e que as soluções não passam pelas decisões governamentais (viva!), ou melhor, que não temos soluções efetivas no momento.
Ok, isso nos remete ao nível das pessoas. Sim, você, eu e todos ao nosso redor. A pergunta aqui é: se não nós, quem?
Fique tranquilo, não vou aqui preparar terreno para mais um discurso de militância ecológica ou de moral cidadã.
O nível pessoal que me interesse de uns tempos para cá é o da satisfação, inspiração e realização. Se não puder achar isso na minha relação com a Natureza, com as pessoas e comigo mesmo, talvez nenhum discurso ou prática políticamente correta vai fazer sentido.
Ninguém vai realmente salvar o mundo ou mudar de atitude se não encontar sentido, pois trata-se primeiro de cada um salvar a si mesmo.

Ok, novamente. Não vou também pregar a jornada interior de encontro consigo e com o Eu Superior, nem recomendar práticas espirituais ou meditativas, embora tenha certeza da grande ajuda que isso traz para nossas vidas.
Quero falar aqui de uma coisa muito mais simples: quero falar das escolhas que podemos fazer. E a primeira a ser feita é (embora pareça jogo de palavras) a escolha em poder fazer escolhas.
Hoje muitas pessoas estão decidindo poder escolher. Eu fui uma delas: Escolhi viver no campo.
O que essa escolha significou para mim e pode significar para muitas outras pessoas é do que trata esse Blog das Montanhas.





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